A história até agora
Não havia exatamente um plano.
Começou com guitarras, bandas, cadernos e a certeza adolescente de que três acordes resolviam quase tudo.
A certeza diminuiu. A quantidade de pistas no Ableton aumentou.
Garagem
Guitarra, distorção, punk e pouca preocupação com elegância. A ideia era fazer barulho antes que alguém tivesse tempo de impedir.
As prioridades também eram simples: passar de ano e pegar garotas. De preferência mais garotas.
Melodia entrou sem autorização
Em algum momento apareceram refrões, harmonias mais doces e a suspeita desconfortável de que talvez eu gostasse de pop.
O punk sobreviveu. Foi morar no porão.
Contra o sistema. E outras abstrações.
Veio o indie rock, um pouco de rebeldia, alguma indignação com o mundo e bastante tempero existencial.
Eu tinha algumas respostas. A maioria estava errada. As guitarras, não necessariamente.
Bossa, indie e iluminação parcial
Teve violão, bossa, indie, alguma psicodelia, espiritualidade e uma quantidade razoável de contemplação.
Foi uma fase mais leve. Mais hipster também. Foi bom enquanto durou.
Mais camadas do que o necessário
Arranjos maiores, instrumentos novos e aquela fase inevitável em que uma música de três minutos começa a exigir quarenta pistas.
Às vezes melhora. Às vezes só fica mais difícil de abrir no Ableton.
Ainda descobrindo
Cordas, arranjos maiores, música brasileira, indie, rock, eletrônica e qualquer outra coisa que consiga entrar sem destruir a canção.
O objetivo continua aproximadamente o mesmo: fazer alguma coisa que eu queira ouvir de novo amanhã.
Ainda não cheguei lá.




